Perigo

Homem morre após comer baiacu mal preparado no Espírito Santo

Amigo sobreviveu, mas apresenta sequelas

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Peixe da espécie baiacu- arara (Lagocephalus laevigatus) — Foto: João Luiz Gasparini
Peixe da espécie baiacu- arara (Lagocephalus laevigatus) — Foto: João Luiz Gasparini

Vitória, 27 de janeiro de 2024 – Magno Sérgio Gomes, 43 anos, morreu neste sábado (27), no hospital São Camilo, em Vitória, Espírito Santo. O homem faleceu após consumir baiacu mal preparado. Seu amigo, que também ingeriu o peixe, sobreviveu, mas apresenta sequelas. As informações são do G1.

O que você precisa saber:

  • Magno e seu amigo consumiram baiacu mal preparado no dia 23 de dezembro.
  • Ambos começaram a passar mal cerca de 45 minutos após a ingestão.
  • Magno morreu no hospital São Camilo, em Vitória, após 35 dias de internação.
  • O amigo de Magno recebeu alta médica, mas apresenta sequelas neurológicas.

Segundo a irmã de Magno, Myrian Gomes Lopes, o homem ganhou o peixe de um amigo no dia 22 de dezembro. No dia seguinte, os dois limparam o baiacu, removeram apenas o fígado e ferveram o órgão.

Cerca de 45 minutos após a ingestão, ambos começaram a passar mal. Magno dirigiu-se ao hospital junto à esposa, sendo imediatamente intubado em função de uma parada cardíaca de oito minutos.

Em função do quadro preocupante, ele foi transferido para um hospital na capital. Após uma internação de 35 dias, infelizmente, a vítima não resistiu.

Alerta sobre baiacus:

João Luiz Gasparini, biólogo especialista em peixes, alertou que os baiacus são peixes venenosos frequentes na costa brasileira.

“No Brasil, existem pelo menos 20 espécies de baiacus. No Espírito Santo, há pelo menos uma dezena. Todos possuem uma toxina chamada tetrodotoxina, altamente potente, que pode causar desde uma leve dormência até parada cardiorrespiratória”, elucida Gasparini.

Outro ponto em questão é o tipo de baiacu consumido. “Possivelmente ele pode ter consumido outra espécie menor, que habitualmente não se consome. É necessário confirmar a espécie consumida”, disse o biólogo.

Ele ainda acrescentou a importância de um preparo correto desse peixe: “É preciso saber limpar. Precisa retirar a vesícula biliar, sem estourar a bolsinha. Isso é primordial e os limpadores de peixes das peixarias e mercados fazem isso com muita habilidade e cuidado”, concluiu o biólogo.

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