Racismo

Escola de Goiana usa palha de aço para representar cabelos afro em atividade no Dia da Consciência Negra

Instituição emitiu pedido de desculpas e aplicou advertências às professoras envolvidas

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Escola de Goiana usa palha de aço para representar cabelos afro em atividade no Dia da Consciência Negra
Foto: Reprodução WhatsApp

Uma escola particular de Goiana, em Pernambuco, usou palha de aço para representar cabelos afro em uma atividade extracurricular realizada no Dia da Consciência Negra.

Após a repercussão do caso, a instituição emitiu um pedido de desculpas e aplicou advertências às duas professoras envolvidas.

O que você precisa saber:

  • Uma escola de Goiana, Pernambuco, usou palha de aço para representar cabelos afro em uma atividade extracurricular realizada no Dia da Consciência Negra.
  • A atividade foi realizada por duas professoras da instituição, que receberam advertências.
  • A escola emitiu um pedido de desculpas e afirmou que o caso foi considerado “um caso isolado”.

Corpo do texto:

A atividade foi realizada por uma turma de ensino infantil da escola. Nas imagens que circularam nas redes sociais, é possível ver um boneco com tinta preta e cabelos feitos com palha de aço.

Após a repercussão do caso, a escola emitiu um comunicado no Instagram pedindo desculpas. Na nota, a instituição disse que a tarefa foi considerada “um caso isolado”, ocorrido durante uma atividade extracurricular, na qual as professoras envolvidas agiram de maneira totalmente contrária à política de ensino da escola.

“A esponja de aço estava dentro da sala porque ela tinha utilizado em outra atividade dez dias antes. Quando chegou no dia da Consciência Negra, tinha sobrado o material lá e ela [a professora] teve a infelicidade de pegar esse material e utilizar para essa atividade, que não era curricular. Foi uma atividade que ela fez por si”, afirmou ao g1, o mantenedor do Colégio Ágape, Walter Batista. O representante da instituição comunicou que, após o ocorrido, a unidade promoveu uma reunião com todos os professores.

A Polícia Civil esclareceu que, até o momento, não foi formalizado nenhum registro do ocorrido. O g1 também buscou contato com a Secretaria Estadual de Educação e Esportes (SEE), órgão encarregado de supervisionar a rede privada, contudo, até a última atualização desta matéria, não obteve resposta

Com Informações do G1
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