Combate ao Mosquito

Mais dois polos de dengue são abertos no Rio de Janeiro: Madureira e Alemão

As unidades se juntam às de Curicica, Campo Grande, Santa Cruz, Del Castilho e Bangu para o enfrentamento da epidemia

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As unidades são equipadas com poltronas e macas para hidratação e são preparadas para o diagnóstico e tratamento das pessoas com dengue - Edu Kapps/SMS-Rio
As unidades são equipadas com poltronas e macas para hidratação e são preparadas para o diagnóstico e tratamento das pessoas com dengue - Edu Kapps/SMS-Rio

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro abriu, nesta quinta-feira (8/2), mais dois polos de atendimento para pacientes com dengue na cidade, agora em Madureira e no Complexo do Alemão. As unidades se juntam às de Curicica, Campo Grande, Santa Cruz, Del Castilho e Bangu para o enfrentamento da epidemia. Outras duas serão inauguradas ainda esta semana. Os polos estão localizados em unidades de Atenção Primária ou hospitais e funcionam de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h. Durante o Carnaval, funcionarão todos os dias, inclusive no domingo (11/2).

– Nosso objetivo com os polos é ampliar a capacidade em mil atendimentos diários, além da capacidade das unidades de Atenção Primária. Outro ponto importante no enfrentamento da dengue é o combate ao Aedes aegypti. Além de tomarem os cuidados necessários em suas casas, as pessoas podem denunciar possíveis focos do mosquito pelo telefone 1746. A SMS tem mais de 3 mil agentes que estão realizando vistorias diariamente em imóveis, tanto em ações programadas quanto no atendimento às solicitações feitas pelos cidadãos por meio da Central 1746 – disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

O polo de Madureira está localizado na Clínica da Família Souza Marques (Praça do Patriarca, s/n, Campinho). Já o do Complexo do Alemão foi instalado na Clínica da Família Zilda Arns (Estrada de Itararé, 951, Ramos). As unidades são equipadas com poltronas e macas para hidratação e são preparadas para o diagnóstico e tratamento das pessoas com dengue, com pontos para hidratação venosa ou oral, conforme necessidade de cada caso. As equipes profissionais são formadas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

– Meu filho estava se sentindo mal desde segunda-feira. A febre persistiu na terça-feira e o levei na UPA. Ele melhorou na hora, mas o médico disse que, se a febre voltasse, eu deveria procurar uma unidade novamente. E realmente continuou. Hoje de manhã soube que inauguraram um polo de dengue aqui na clínica da família e vim depressa. O atendimento foi muito rápido – contou a manicure Ariana Nebott Damasceno da Boa Ventura, mãe de Mariano, de 12 anos, um dos primeiros pacientes atendidos no polo de Madureira.

No polo do Alemão, o comerciante Roque Rodolfo, de 62 anos, foi atendido logo no início da tarde. Ele estava no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, quando começou a sentir febre, dor de cabeça e mal-estar. Voltou mais cedo da viagem para buscar atendimento na Clínica da Família Zilda Arns, perto de sua casa, e, ao chegar à unidade, foi acolhido no novo centro de atendimento de dengue.

– Tenho plano de saúde empresarial, mas abro mão dele para ser atendido aqui. Sou sempre muito bem recebido na clínica da família e, dessa vez, aqui no polo de dengue, não foi diferente. Nota 100 para o atendimento.

Leitos dedicados nos hospitais para os casos graves

Pacientes com quadros mais graves e indicação de internação são regulados pela Central Municipal de Regulação e transferidos para leitos dedicados à dengue nos hospitais da rede de urgência e emergência do município. O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), em Acari, é a unidade de concentração para a doença, inicialmente com 20 leitos. O HMRG, que durante a pandemia da covid-19 foi referência para o tratamento dos pacientes com quadros mais graves, tem expertise e preparo para passar rapidamente pelas alterações de fluxo necessárias em uma situação de epidemia.

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