Racismo é Crime

Entregador sofre racismo no Rio: "Sou negro e não posso usar o mesmo elevador?"

Um vídeo gravado por ele mostra a moradora, identificada como Cláudia, bloqueando a entrada do elevador e insistindo que ele utilize o "elevador de serviço".

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Vídeo de João Eduardo Silva de Jesus repercutiu – Reprodução/Redes Sociais
Vídeo de João Eduardo Silva de Jesus – Reprodução/Redes Sociais

RJ, 07/02/2024 – O entregador João Eduardo Silva de Jesus foi vítima de racismo na última terça-feira (6) ao tentar usar o elevador de um prédio no Rio de Janeiro para entregar água a um morador. Um vídeo gravado por ele mostra a moradora, identificada como Cláudia, bloqueando a entrada do elevador e insistindo que ele utilize o “elevador de serviço”.

“Sou negro e não posso usar o mesmo elevador?”, questiona João no vídeo, enquanto tenta argumentar com Cláudia, citando uma lei de 2003 que proíbe a discriminação nesses casos. A discussão se intensifica e outros moradores, incluindo uma testemunha chamada Sharlene, acompanham a cena e oferecem apoio ao entregador.

O que você precisa saber:

  • Racismo no Rio: Entregador é barrado em elevador por moradora.
  • Vídeo mostra a discussão: Moradora insiste que ele use o “elevador de serviço”.
  • Lei de 2003: Proíbe discriminação em elevadores.
  • Testemunha apoia o entregador: Sharlene acompanha a cena e oferece ajuda.
  • Caso sob investigação: Polícia investiga o caso de injúria racial.

Atitude da moradora gera revolta nas redes sociais:

O vídeo da discussão viralizou nas redes sociais e gerou grande repercussão. Diversos internautas manifestaram repúdio à atitude da moradora e destacaram a importância da lei que proíbe a discriminação em elevadores.

“Isso é um absurdo! Em pleno século XXI ainda presenciamos cenas de racismo como essa”, comentou um usuário do Twitter.

“A lei é clara: não existe mais distinção entre elevadores de serviço e sociais. Todos têm o direito de usar o mesmo elevador”, disse outro internauta.

Entregador busca justiça:

João Eduardo Silva de Jesus prestou queixa na polícia e espera que a justiça seja feita.

“Não vou me calar diante de tamanha discriminação. Quero que essa mulher seja responsabilizada por seus atos”, afirmou o entregador.

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