Caso Marielle

Domingos Brazão: quem é o conselheiro do TCE-RJ suspeito do assassinato de Marielle Franco?

Domingos Brazão: quem é o conselheiro do TCE-RJ apontado por Ronnie Lessa como mandante do assassinato de Marielle Franco?

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Domingos Brazão (Crédito: Reprodução/TV Globo )
Domingos Brazão (Crédito: Reprodução/TV Globo )

O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de assassinar Marielle Franco e Anderson Gomes, delatou Domingos Brazão como um dos mandantes do crime. A informação é do portal Intercept Brasil.

O que você precisa saber:

  • Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
  • Ele já foi vereador e deputado estadual por cinco mandatos consecutivos.
  • Brazão coleciona polêmicas e processos por corrupção, fraude, improbidade e até homicídio.
  • Em março do ano passado, ele foi reconduzido ao cargo de conselheiro do TCE-RJ.

Domingos Brazão, de 58 anos, é um político com mais de 25 anos de vida pública. Ele já foi vereador, deputado estadual e, atualmente, é conselheiro do TCE-RJ.

Ao longo de sua carreira, Brazão coleciona polêmicas e processos. Ele já foi acusado de corrupção, fraude, improbidade administrativa, compra de votos e até homicídio.

Em 2017, Brazão foi afastado do cargo de conselheiro do TCE-RJ como parte da Operação Quinto do Ouro, um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Ele foi acusado de receber propina de empresários.

Em março do ano passado, a 13ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou o retorno de Brazão ao TCE-RJ. A decisão foi tomada por 2 votos a 1.

A delação de Ronnie Lessa aponta Domingos Brazão como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Lessa afirmou que Brazão contratou ele e o ex-policial Élcio de Queiroz para matar a vereadora.

O advogado de Domingos Brazão, Márcio Palma, disse que não ficou sabendo dessa informação sobre a delação. Disse também que tudo que sabe sobre o caso é pelo que acompanha pela imprensa, já que pediu acesso aos autos e foi negado, com a justificativa que Brazão não era investigado.

Em entrevistas anteriores à imprensa, Domingos Brazão sempre negou qualquer participação no crime.

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