Processo de Cassação

Alerj analisa alegações finais de Lucinha

Deputada é acusada de colaborar com milícia e enfrenta processo de cassação

Deputada Lucinha apresenta defesa no Conselho de Ética da Alerj.
Deputada Lucinha apresenta defesa no Conselho de Ética da Alerj.

Rio de Janeiro – O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recebeu, na última sexta-feira (7), as alegações finais da deputada Lucinha (PSD), acusada de colaborar com a maior milícia do estado. O relator do processo, deputado Vinícius Cozzolino, tem até a próxima quarta-feira (19) para entregar seu parecer.

ESTAMOS NAS REDES

Siga-nos no X

Inscreva-se no no Youtube


O que você precisa saber

  • Alegações Finais: Deputada Lucinha apresenta sua defesa ao Conselho de Ética.
  • Relatório: Deputado Vinícius Cozzolino deve entregar o parecer até 19 de junho.
  • Possível Cassação: Caso a Comissão de Ética aprove a cassação, o texto será votado pelo plenário.
  • Acusações: Lucinha é investigada por envolvimento com milícia durante a Operação Batismo.

Depoimento de Lucinha

Na última terça-feira (4), a deputada Lucinha depôs por quase duas horas perante o colegiado que analisa o processo ético-disciplinar, que pode resultar em sua cassação. Segundo o presidente do conselho, deputado Júlio Rocha (Agir), o relator, deputado Vinícius Cozzolino, deve entregar seu parecer dentro do prazo estipulado, seja ele favorável ou contrário à cassação.

LEIA TAMBÉM

Prazos e Procedimentos

O presidente do colegiado, Júlio Rocha, comprometeu-se a submeter o relatório à votação do conselho assim que recebê-lo. Se a Comissão de Ética decidir pela cassação, o texto será encaminhado ao plenário como Projeto de Resolução. A cassação será efetivada apenas com a aprovação de 36 dos 70 deputados.

Acusações e Investigação

Lucinha foi investigada por possível envolvimento com a milícia que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante a Operação Batismo, realizada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em dezembro do ano passado. A deputada seria o braço político da milícia liderada por Luiz Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, e era chamada de “madrinha” pelos criminosos. Zinho foi preso em 24 de dezembro. O grupo paramilitar atua em pelo menos 13 bairros do Rio, majoritariamente na Zona Oeste.

Afastamento e Indiciamento

Após a operação, a Justiça determinou o afastamento de Lucinha do mandato na Alerj, mas a decisão foi derrubada pelos deputados. Em abril, a parlamentar foi indiciada pela PF, mas sempre negou as acusações.