Atos Golpistas

Minuta do Golpe de Bolsonaro revela plano para prender ministros do STF e Pacheco

Bolsonaro e aliados planejavam Estado de Sítio para manter o poder, aponta investigação da PF.

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Minuta revela plano para prender ministros do STF e Pacheco
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Foto: Sergio Lima/AFP

Uma minuta golpista apreendida pela Polícia Federal (PF) expõe um plano articulado por Jair Bolsonaro e seus aliados para manter o ex-presidente no poder após as eleições de 2022.

O documento, que propunha a decretação de Estado de Sítio e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi encontrado durante investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

O que você precisa saber:

  • Plano golpista: Minuta propunha a decretação de Estado de Sítio e a prisão de ministros do STF e de Pacheco.
  • Bolsonaro e aliados: Ex-presidente e seus aliados são investigados por PF por tentativa de golpe.
  • Financiamento de atos golpistas: PF investiga uso do PL para financiar ataques às urnas.
  • Generais envolvidos: Braga Netto, Heleno, Theóphilo e Nogueira são alvos de busca e apreensão.
  • Prisões: Filipe Martins, Marcelo Câmara, Bernardo Romão e Rafael Martins foram presos.
  • Valdemar Costa Neto: Presidente do PL foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

Bolsonaro e a “bala de prata”:

Segundo a minuta, o então ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, buscava uma “bala de prata” que justificasse o golpe. Cid também recebeu um pedido de R$ 100 mil de articuladores de atos golpistas para financiar as manifestações.

Cid diz que conversava com hacker para buscar “bala de prata” que motivasse um golpe. Foto: Reprodução
Cid diz que conversava com hacker para buscar “bala de prata” que motivasse um golpe. Foto: Reprodução

Militares e o PL:

Militares da ativa pressionaram colegas contrários à ruptura institucional para tentar aumentar a adesão ao golpe. A PF também descobriu que o PL, partido de Bolsonaro, foi usado para financiar narrativas de ataque às urnas.

Generais e o GSI:

O general Estevam Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, se colocou à disposição para aderir ao golpe em uma reunião com Bolsonaro. Na ocasião, ele prometeu colocar tropas especiais nas ruas se o então presidente assinasse a minuta que determinasse a ruptura institucional.

O então chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno também incentivou um golpe em reunião feita em 2022. Ele afirmou que órgãos do governo deveriam tentar assegurar a vitória de Bolsonaro nas eleições.

Braga Netto e Heleno:

O candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, também aderiu ao golpe e chamou o comandante do Exército, Freire Gomes, de “cagão” por não apoiar a iniciativa. Em mensagens, ele acusou o chefe da Força de “omissão e indecisão” e afirmou: “Oferece a cabeça dele”.

Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira foi citado em áudio de Mauro Cid. Foto: Reprodução
Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira foi citado em áudio de Mauro Cid. Foto: Reprodução

Prisões e buscas:

Foram alvos de buscas e apreensão nesta quinta os generais Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Theóphilo; o almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha); Anderson Torres (delegado da PF e ex-ministro da Justiça); Tercio Arnaud Thomaz (ex-assessor de Bolsonaro) e Ailton Barros (coronel reformado do Exército).

Também foram cumpridos mandados de prisão contra Filipe Martins, Marcelo Câmara (coronel do Exército e ex-assessor especial de Bolsonaro); Bernardo Romão Correa Neto (coronel do Exército) e Rafael Martins de Oliveira (major do Exército).

Valdemar Costa Neto, o presidente do PL, foi alvo de buscas e preso em flagrante durante a operação por porte ilegal de arma de fogo não registrada.

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