Captação

Tesouro Nacional capta US$ 4,5 bilhões no exterior com juros mais altos

Taxas de dez e trinta anos são as maiores desde 2005 e 2006, respectivamente

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Dólar - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões no exterior nesta segunda-feira (22), com juros mais altos do que nas últimas emissões. A demanda final chegou a US$ 12,3 bilhões, garantindo a melhora nas taxas dos títulos.

O que você precisa saber:

  • O Brasil captou US$ 4,5 bilhões no exterior com títulos de dívida de dez anos e 30 anos.
  • As taxas de juros dos títulos de dez anos subiram para 6,35% ao ano, e as taxas dos títulos de 30 anos para 7,15% ao ano.
  • A demanda final chegou a US$ 12,3 bilhões, indicando confiança dos investidores no Brasil.

O Tesouro Nacional captou US$ 2,25 bilhões em títulos de dívida de dez anos com vencimento em 2034 e US$ 2,25 bilhões em títulos de dívida de 30 anos com vencimento em 2054.

As taxas de juros dos títulos de dez anos subiram para 6,35% ao ano, ante 6,15% ao ano na última emissão, em abril do ano passado. As taxas dos títulos de 30 anos subiram para 7,15% ao ano, ante 4,925% ao ano na última emissão, em junho de 2021.

A demanda final chegou a US$ 12,3 bilhões, o que representa uma melhora em relação à demanda esperada, de US$ 10 bilhões. A alta da demanda indica confiança dos investidores no Brasil, mesmo com o aumento das taxas de juros no exterior.

Os juros básicos nos Estados Unidos começaram a subir em 2022 e, desde julho do ano passado, estão estáveis numa banda entre 5,25% e 5,5% ao ano. Como a taxa final dos títulos brasileiros no exterior depende do rendimento dos títulos norte-americanos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, mais um prêmio de risco, os juros para os papéis brasileiros também subiram.

Taxas baixas de juros indicam pouca desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Em momentos de crise econômica e de aumento das taxas externas como o atual, os estrangeiros passaram a cobrar juros mais elevados para comprar os papéis brasileiros.

Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país em 29 de janeiro. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

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