Rio de Janeiro lidera apreensões de armas ilegais no país

Forças federais retiram 2.375 armas de circulação desde 2023

Armas apreendidas pela PF — Foto: Divulgação
Armas apreendidas pela PF — Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de apreensões de armas de fogo ilegais realizadas por órgãos federais de segurança pública desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. De janeiro de 2023 a abril de 2024, foram retiradas de circulação 2.375 armas no estado, conforme dados da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

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O que você precisa saber

  • Aumento nas apreensões: Em 2023, foram 2,2 mil apreensões no Rio, aumento de 301% em relação a 2022.
  • Dados nacionais: Entre janeiro de 2023 e abril de 2024, foram apreendidas 13.340 armas em todo o país.
  • Programas de combate: ENFOC, GISE e FICCO são destaques nas ações de apreensão.
  • Investimento: Ministério da Justiça e Segurança Pública destinou R$ 85 milhões para operações.

Dados das apreensões

Em 2023, o Rio de Janeiro registrou 2,2 mil apreensões de armas, um aumento significativo comparado a 2022, quando 548 armas foram retiradas de circulação. No total, 13.340 armas foram apreendidas no Brasil entre janeiro de 2023 e abril de 2024, sendo 10.935 apenas em 2023.

Ações e programas de combate

O Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (ENFOC), com aporte de R$ 900 milhões até 2026, e a expansão dos Grupos de Investigações Sensíveis (GISE) e das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), foram fundamentais para o aumento das apreensões. Em 2023, no Rio de Janeiro, as FICCO apreenderam 1.672 armas, incluindo cerca de 300 fuzis, e 17.465 munições.

“O foco tem sido a prevenção de crimes graves, como mortes violentas intencionais, crimes passionais e o crime organizado”, afirmou Rodney Silva, diretor de Operações Integradas e de Inteligência da SENASP.

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Fortalecimento das operações

Os GISE, que operam em 21 estados, e as FICCO, presentes em todo o país, receberam R$ 85 milhões para melhorar suas operações, incluindo diárias, viaturas e equipamentos tecnológicos. Silva destaca a importância da inteligência e integração das forças de segurança, além da participação da sociedade na busca por soluções alternativas.