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Arthur Lira recua após desgaste com PL antiaborto

Propostas ideológicas serão analisadas apenas no segundo semestre

Sóstenes Cavalcante, autor do PL do aborto, e Arthur Lira. Foto: reprodução
Sóstenes Cavalcante, autor do PL do aborto, e Arthur Lira. Foto: reprodução

Brasília – O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, reconheceu o desgaste ao acelerar a tramitação do projeto de lei Antiaborto por Estupro. Ele anunciou que propostas controversas serão analisadas no segundo semestre, enquanto o foco agora é a reforma tributária.

O que você precisa saber

  • Desgaste político: Lira recua após acelerar PL antiaborto.
  • Propostas adiadas: Ideológicas e controversas serão analisadas depois.
  • Prioridade atual: Foco na aprovação da reforma tributária antes do recesso.
  • Comissão especial: PL antiaborto será debatido no próximo semestre.

Recua estratégico de Arthur Lira

O deputado Arthur Lira reconheceu o desgaste político sofrido ao tentar acelerar a tramitação do projeto de lei Antiaborto por Estupro. Ele sinalizou que propostas ideológicas, como a proibição de delações premiadas e a anistia a partidos, serão adiadas para o segundo semestre.

Prioridade na reforma tributária

Lira está focado em aprovar a regulamentação da reforma tributária antes do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho. Ele busca deixar uma marca significativa em sua gestão como fiador da reforma.

Polêmica do PL antiaborto

O desgaste com o PL antiaborto, que aumentava a penalização de mulheres em caso de aborto após 22 semanas de gestação, levou Lira a adotar uma abordagem mais cautelosa. O projeto recebeu críticas de diversos segmentos da sociedade civil.

Votação-relâmpago e recuo

A urgência do PL foi aprovada em uma votação rápida, causando confusão entre os deputados. A repercussão negativa e a falta de apoio no Senado levaram Lira a recuar e criar uma comissão para debater a proposta no próximo semestre.

Análise da PEC da anistia

Lira colocou na pauta a PEC que dá anistia a partidos políticos, mas retirou a proposta após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizar que não apoiaria a tramitação no momento.

Proibição de delações premiadas

Outro projeto polêmico, que proíbe delações premiadas de presos, teve a urgência aprovada, mas espera-se que Lira segure a matéria por algum tempo.


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Lira propôs uma mudança no regimento interno da Câmara para punir deputados por quebra de decoro. A urgência foi aprovada, mas a votação do mérito foi adiada após repercussão negativa.