Fascismo

Site de extrema-direita incita ataques na França

Publicação detalha métodos para ataques contra políticos e ativistas

Paris-França 07/07/2024 Apoiadores celebram vitória da esquerda nas eleições da França. RS Fotos Públicas
Paris-França 07/07/2024 Apoiadores celebram vitória da esquerda nas eleições da França. RS Fotos Públicas

Paris – Após a derrota dos ultraconservadores nas eleições legislativas na França, um site de extrema-direita lançou uma chamada perturbadora, incitando ataques contra políticos de esquerda, advogados, jornalistas e ativistas. A publicação, assinada por um indivíduo identificado como Leon, detalha métodos potenciais para esses ataques, incluindo armas de fogo, facas e até picaretas, conforme informações do colunista Jamil Chade, do UOL.

O que você precisa saber

  • Incitação a Ataques: Site de extrema-direita incita ataques contra políticos e ativistas de esquerda.
  • Métodos Detalhados: Armas de fogo, facas, bestas e picaretas são mencionadas como métodos.
  • Políticos Alvos: Manuel Bompard, Alexis Corbière, Rachel Keke e Ian Brossat foram listados como alvos.
  • Medidas Legais: As vítimas anunciaram medidas legais contra as ameaças.
  • Histórico de Violência: Durante a campanha, ocorreram incidentes de violência contra 51 políticos.
  • Grupo Registrado na Rússia: Fundado em 2015, o grupo é registrado na Rússia e liderado por um militante de extrema-direita.

Detalhes do Incidente

No último fim de semana, a coalizão de partidos de esquerda surpreendeu ao conquistar o primeiro lugar na eleição legislativa, impedindo que o movimento de extrema-direita Reunião Nacional alcançasse o poder na França. Após essa derrota, o site Reseau Libre publicou uma chamada incitando ataques violentos.

No site, quatro políticos de esquerda foram marcados como alvos: os deputados Manuel Bompard, Alexis Corbière, Rachel Keke e o senador comunista Ian Brossat. Além disso, um advogado envolvido na defesa contra violência policial teve seu endereço divulgado para justificar potenciais ataques.

Leon, o autor do artigo, mencionou opções como “ataques gerais não direcionados” e expressou o desejo de que jihadistas cometam atos semelhantes ao ataque do Bataclan, punindo os franceses que apoiam a imigração. Enfim, ele sugere que os membros do grupo protejam-se e ataquem regularmente não apenas alvos aleatórios, mas também advogados, jornalistas e ativistas.

Histórico de Ameaças

Durante a campanha eleitoral, ocorreram incidentes de violência e ataques contra pelo menos 51 políticos e suas equipes. O mesmo site já havia sido alvo da justiça por listar 98 advogados que deveriam ser “eliminados” na semana anterior.

Uma queixa formal foi apresentada contra o grupo, fundado em 2015 e registrado na Rússia, cujo líder é um militante de extrema-direita residente na Rússia e procurado pela França por suspeitas que incluem planos de ataques contra muçulmanos no país.